Para entender a indústria do futebol mundial – Soccernomics

Soccernomics

Obra disseca os bastidores do futebol com análise de dados e curiosidades da
cultura e da economia do esporte

Livro-sensação em vários países, Soccernomics tem sido aclamado como uma das mais reveladoras obras sobre o futebol. E também como uma espécie de equivalente futebolístico do célebre  Freakonomics. Além da óbvia inspiração do título, afinal, a obra também aplica princípios socioeconômicos na explicação de fenômenos cotidianos –– no caso, da rotina que envolve o mundo da bola –– o livro é, como o primo-irmão que se tornou best-seller planetário, recheado de ideias revolucionárias, provadas por meio de um vasto aparato de dados e análises.

Com estatísticas impressionantes e verdadeiros furos de reportagem, a dupla (formada por dois ingleses, um jornalista esportivo, Simon Kuper, e um economista, Stefan Szymanski) apresenta dados espantosos, todos eles provados com tabelas, gráficos e estudos de caso.

O subtítulo resume a carga de polêmica e as doses de profecias que habitam suas páginas: “Por que a Inglaterra perde, a Alemanha e Brasil ganham, e os Estados Unidos, o Japão, a Austrália, a Turquia — e até mesmo o Iraque — podem se tornar os reis do esporte mais popular do mundo”. Fato é que, num terreno minado por tantas paixões e superstições, a dupla de autores deu forma a um dos mais cerebrais, meticulosos e envolventes estudos sobre o mercado do futebol. Em uma tacada só, Kuper e Szymanski juntaram a análise de dados, a estatística, o jornalismo, a economia e a sociologia para compreender o futebol em suas diferentes facetas. E com isso deram origem ao mais completo e interessante registro dos bastidores do esporte mais popular do mundo.

O futebol inglês discrimina os negros? Por que os clubes não ganham dinheiro? Torcedores são polígamos? As pessoas saltam do alto de prédios quando seus times perdem? Os pênaltis são realmente injustos? São perguntas como essas que norteiam Soccernomics. Os autores justificam: “Queremos introduzir novos números e novas ideias no futebol: números de suicídios, de gastos em salários, de populações de países, de tudo que ajude a revelar novas verdades sobre o esporte”.

Trechos do livro

“Mudar para um emprego em outra cidade sempre é estressante; mudar para outro país é ainda mais. O desafio de se mudar do Rio de Janeiro para Manchester envolve ajustes culturais que não se comparam a se mudar de Springfield, Missouri, para Springfield, Ohio. Mas os clubes europeus que pagam milhões de dólares por jogadores estrangeiros com frequência não estão dispostos a gastar alguns milhares a mais para ajudá-los a se instalar em suas novas casas. Em vez disso os clubes normalmente dizem: ‘Tome uma passagem de avião, venha e jogue de forma brilhante desde o primeiro dia’. O jogador não consegue se adaptar ao novo país tem um desempenho medíocre e o passe pago pela transferência é desperdiçado. ‘Realocação’, como o setor de consultores de adaptação chama isso, é uma das maiores ineficiências do mercado de transferências.” (p. 66)

“Embora Romário tenha trocado o PSV pelo Barcelona em 1993, ele continua a ser um ídolo na Holanda. Quando as pessoas do PSV se lembram dele hoje, não falam sobre seus gols, mas sobre suas estripulias fora de campo. Hans van Breukelen, na época goleiro do time, ainda se encanta com a frase-padrão de Romário, dita em seu holandês imperfeito, mas bastante eficiente: ‘Eu sou Romário e quero fazer sexo com você’.” (p. 72)

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Algumas das informações reveladas em  Soccernomics derrubam mitos antigo sem torno do futebol. É o caso da velha ideia de que mais pessoas cometem suicídio durante a Copa do Mundo; Szymanski e Kuper provam exatamente o contrário – o futebol, em vez de estimular suicídios, impede que milhares de pessoas se matem.

Muitos desses estudos de caso interessam especialmente a nós, brasileiros, protagonistas de muitas páginas de Soccernomics, que ganhou conteúdo exclusivo para a edição brasileira, mais completa e polêmica que a original. O livro comenta as dificuldades que os jogadores brasileiros têm de se adaptar à cultura europeia, sobretudo quando são comprados por times do Norte. E revelam como essas dificuldades provocam impactos em suas atuações. Por outro lado, relembram histórias pitorescas de nossos craques – como os atacantes Romário, Ronaldo, Robinho, e o goleiro Marcos, por exemplo. E tocam, ainda, num tema crucial para o país: o que podemos esperar das próximas Copas do Mundo, como competidores e como anfitriões.

Soccernomics expõe, ainda, os principais motivos do fracasso de alguns técnicos. Analisa o papel dos mais importantes campeonatos de futebol do mundo. Aborda os efeitos que os principais preconceitos que gravitam sobre o esporte exercem sobre as atuações de jogadores e times. Mostra a evolução e o impacto da audiência em diferentes países, o resultado das pressões das torcidas sobre os clubes. E traça um mapa atualizado da geopolítica do futebol.

Os autores

SIMON KUPER – Um dos maiores cronistas de futebol reconhecido internacionalmente. Seu livro  Soccer Against the Enemy ganhou o prêmio William Hill de Livro de Esportesdo Ano, na Inglaterra. Kuper é colunista esportivo do Financial Times. O autor vive em Paris.

STEFAN SZYMANSKI – Professor de economia da Cass Business School, emLondres, é considerado um dos maiores economistasesportivos do mundo. O autor vive em Londres.

Dados Bibliográficos

SOCCERNOMICS
Por que a Inglaterra perde, a Alemanha e o Brasil ganham, e os Estados Unidos, o Japão, a Austrália, a Turquia – e até mesmo o Iraque – podem se tornar o esporte mais popular do mundo.
SIMON KUPER & STEFAN SZYMANSKI
16 x 23cm, 312p.
Futebol, economia, negócios, sociedade, cultura
ISBN 9788563114105